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  • Alex Reblim

A ADL apresenta no Carlos Gomes


No dia 18 de Outubro de 2016, o grupo de teatro do oprimido apresentou no Teatro “Carlos Gomes” (Vitória/ES), por meio de convite especial do Festival Nacional de Teatro de Vitória (etapa Pássaro de Fogo), a peça teatral “Refugiados”. No tempo de 40 minutos, o espetáculo “Refugiado” narra a trajetória histórica da humanidade e as opressões étnicas por meio do Teatro de Sombras. Uma tradição oriental (Bali, Indonésia, China, Turquia, Grécia, Malásia Tailândia, Camboja), que remonta ao primeiro século d.C., é atualizada pelo "Grupo de Teatro do Oprimido Fazendo Arte", nesta encenação, com o uso da metodologia do Teatro do Oprimido de Augusto Boal, ao abordar conflitos armados, crise de imigração, violência contra mulher, preservação. Somos todos refugiados na história, mas o que podemos fazer para transformar esta realidade? A elaboração de poemas visuais e a criação das cenas partiram das principais informações disponíveis nos canais de notícias durante os meses de maio e junho de 2016. A encenação, ao final, propôs o Fórum com a plateia, resgatando a técnica Teatro Debate, formulada por Augusto Boal.


No mesmo festival, aconteceu a apresentação da obra “O Espelho do Outro: Teatro do Oprimido com Povos e Comunidades Tradicionais”, de autoria do Prof. Willian Berger. O William foi aluno e também atuou como professor na ADL. A sua obra trata de uma coletânea que reúne experiências de curingas, multiplicadores, praticantes e pesquisadores de Teatro do Oprimido com povos e comunidades tradicionais - camponeses (MST), indígenas (Tupiniquim), quilombolas e pomeranos. Privilegia a sistematização como exercício de produção do conhecimento em um encontro de saberes e práticas em torno da obra de Augusto Boal aplicada e pesquisa em espaços não urbanos, que têm primado pela agenda de valorização dos saberes ancestrais e estratégias políticas de povos e comunidades tradicionais e sua relação com as lutas por direitos sociais. O primeiro capítulo apresenta uma síntese da trajetória sócio-histórica de Augusto Boal e o Teatro do Oprimido, para apresentar no segundo capítulo as experiências dos setoriais citados e propõe no capítulo 3 uma técnica nomeada por "objeto-memória", para o trabalho com estes sujeitos. A dimensão da ancestralidade, em uma perspectiva política, perpassa a abordagem central da obra que reúne saberes tradicionais e Teatro do Oprimido no século XXI.



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